“Teixeira dos Santos em Nova Iorque para vender Portugal a investidores”
«O ministro das Finanças foi a Nova Iorque, no início da semana, onde reuniu com instituições financeiras privadas para transmitir a estratégia económica do Governo e manter a confiança daqueles investidores estrangeiros na economia e dívida pública portuguesa. Teixeira dos Santos esteve reunido com a direcção do banco Barclays e com vários investidores, tendo explicado o estado das contas públicas em 2009, no mesmo dia em que a agência de notação Standard & Poor’s voltou a avisar Portugal sobre a sustentabilidade da sua dívida.»iOnline 11-12-2009
“Orçamento Rectificativo aprovado inclui mais 79 milhões para a Madeira”
«O Parlamento aprovou, com a abstenção do PS, a proposta do PSD para que a Madeira possa contrair um endividamento até 79 milhões de euros. A proposta inicial era um endividamento até 129 milhões de euros e também para os Açores. A alteração ao projecto de lei foi o resultado de um acordo entre Governo e Governo Regional, explicou José Pedro Aguiar-Branco. Depois de Teixeira dos Santos ter afirmado que há “sinais claros de descontrole e indisciplina orçamental na Madeira”, a posição do PS foi uma surpresa. Em declarações ao i, Ricardo Rodrigues, deputado do PS, garantiu que foi por “motivos de força maior”. “Em causa estão os salários da função pública para Dezembro. Os madeirenses não podem sofrer pela má gestão do governo regional”, explicou.»iOnline 12-12-2009
“José Sócrates e o pântano”
«Em tempos que já lá vão, António Guterres pediu a demissão por causa do “pântano democrático” em que o país se estava a atolar. O primeiro-ministro prefere a agitação. Mas uma das regras básicas de sobrevivência para quem cai num pântano é que não se deve mexer muito. Para José Sócrates, já é tarde de mais para parar.» iOnline 23-12-2009
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O PR Cavaco Silva quer 2º mandato, pelo menos com o apoio do PSD e de preferência liderado por MF Leite, gorado que parece estar um para si desejável apoio eventual do PS, apesar dos “serviços prestados” . Por acção (marcação de eleições, comunicação pós-eleitoral) e também por omissão ou silêncio ensurdecedor…
Sócrates soube recuperar Alegre para o PS, parando a sua aproximação ao BE com a promessa de apoio a uma candidatura presidencial e precavendo-se contra um resultado minoritário nas legislativas de Setembro de 2009, o que veio a acontecer.
Perante a lancinante realidade portuguesa actual, cuja extensão total, neste preciso momento, apenas será do conhecimento de um grupo muito restrito de pessoas, das duas uma:
1. Ou Sócrates não sabe (ou sabe que não pode) governar em minoria face à duríssima realidade e precisa ou ainda quer um apoio em Belém. Que não será Cavaco, será Alegre ou quem se lhe antecipar…
Assim sendo, a radicalização política de Sócrates Vs. Cavaco será tanto mais rápida quanto maior a probabilidade de o PSD prosseguir com uma liderança pró-2º mandato de Cavaco. Sócrates tenderá a forçar eleições antecipadas em cima das eleições para a nova liderança do PSD, talvez até aliando-se ao BE, seguro de que assim obterá uma maioria para governar…
2. Ou Sócrates, sabendo governar em minoria não o quer fazer, por feitio mas essencialmente porque sabe os custos eleitorais e pessoais que resultarão da acção política correcta e imperativa que a realidade impõe.
Assim sendo, Sócrates tenderá a forçar eleições antecipadas num de dois momentos alternativos, dependendo da evolução dos dados da recessão: ou em cima das eleições para a nova liderança do PSD ou em cima da pré-campanha das presidenciais (orçamento 2011), com o objectivo de se candidatar a PR em Janeiro 2011, promovendo assim uma espécie política de um xadrezístico “roque” entre Belém e São Bento. Roque grande ou roque pequeno? Bem, pelo menos em xadrez, é das regras que tal movimento apenas é possível se:
a) “o rei nunca foi movido” (de facto, nunca aconteceu em Portugal nem um PR não cumprir 2º mandato, nem um PM anunciar-se, ainda em exercício, como candidato a PR…);
b) “a torre a usar no roque nunca foi movida” (a adaptação desta regra ao caso concreto implicaria a existência de um ministro nunca movido, do antigo governo ou um novo…);
c) “o rei não está em xeque” (que facto poderá já ter exposto ou vir a expôr o actual PR a tal situação?…);
d) “nenhuma das casas pelas quais o rei irá passar ou ficar está sob ataque” (apenas possível se existir motivo reconhecidamente indiscutível de força maior…);
e) “as casas entre o rei e a torre estão desocupadas” (oposição interna e externa ao PS, para além dos poderes financeiros e empresariais são, claramente, casas muitíssimo ocupadas…).
TEIXEIRA DOS SANTOS PM E SÓCRATES PR? Dificilmente, pelo que se viu no episódio “Madeira” do Orçamento Rectificativo. Simulação política? Sim, se TdS tiver tido uma agenda oculta em NY…
Seria bom saber o que pensam sobre estes cenários alternativos alguns grandes empresários como Ricardo Salgado (BES), António Mota (M-Engil), Belmiro de Azevedo (Sonae) e F. P. Balsemão (Impresa)…
NO MEIO DESTA GRAVÍSSIMA SITUAÇÃO PORTUGUESA E DESTA VERDADEIRA PALHAÇADA PSEUDO-POLÍTICA ONDE ESTÃO E PARA ONDE VÃO OS INTERESSES E AS URGÊNCIAS DA VIDA CONCRETA DAS FAMÍLIAS E DAS EMPRESAS DOS PORTUGUESES?
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Notas de 30.Jan.2010 (post post):
«José Cid elogia: “Daria uma excelente primeira-dama” «Amigo de Maria Célia Tavares há mais de dois anos, José Cid garante que José Sócrates não poderia ter escolhido melhor namorada. ‘A Maria Célia dará uma excelente primeira-dama’, diz, peremptório, o cantor, para a seguir rasgar elogios à ‘personal shopper’. ‘Tem uma presença incrível e é uma mulher muito educada, que sabe estar em qualquer tipo de ocasião. Além disso é uma pessoa muito simples, que não vive de aparências’, acrescenta o cantor.» in Correio da Manhã 30.Jan.2010



