José Borba Martins

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UMA POLÍTICA METEOROLÓGICA TAMBÉM NO DESPORTO OU UMA POLÍTICA INOVADORA PELO DESPORTO LOCAL AO SERVIÇO DE TODOS ?

Em Desporto, Local em 26/08/2011 às 1:45 pm

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foto picada daqui

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Apesar de já quase tudo estar dito sobre estas matérias, nem tudo é público e provavelmente jamais o será… De facto, a recente descoberta de facturas não contabilizadas pelo Instituto de Desporto de Portugal e a reacção do anterior responsável governamental pela área em debate parlamentar, a que se juntam tantos episódios anteriores, como o caso Indesp, remetem-nos de novo para as questões das desorçamentações e das parcerias público-privadas, mas também para a velha questão da dívida administrativa deslizante, situações muito assertivamente abordadas pelo Juiz Jubilado do Tribunal de Contas Carlos Moreno no seu livro “Como o Estado gasta o nosso dinheiro” e em várias entrevistas. Dívida administrativa deslizante que define como «as facturas que todos os anos são metidas na gaveta porque não há dinheiro para as pagar»…

Mas também diz expressamente C. Moreno que «quem exerce cargos em representação do contribuinte e quem gere um bem escasso como é o dinheiro, ainda por cima amputado coactivamente ao cidadão contribuinte tem a obrigação indeclinável de contar a verdade, com transparência. Não deve apenas apresentar o resultado contabilístico de uma gestão. Tem de dizer o que se gastou, porque se gastou, quanto é que se vai gastar, quanto é que vai custar. E não com frases de retórica politica, mas com explicações acessíveis ao cidadão médio, que é quem paga a grande factura do despesismo do Estado.»

Parafraseando um estimado articulista e dirigente desportivo do jornal único da nossa cidade a propósito do Desporto em Lagos, obviamente que também este tempo é o tempo da solidariedade. Mas, pergunta-se: Só agora? Então e antes destes tempos, há dois ou três anos, já para não ir mais atrás? Então alguma vez deveria ter deixado de o ser para, como se não bastasse e apesar de repetidos avisos, ainda se terem tentado aplicar falsos rótulos políticos – desde “profetas da desgraça”, “bota-abaixistas”, “gente de direita” e até “neo-liberais” para não dizer mais… – a tudo e a todos quantos como alternativas de qualidade se mexiam, ao mesmo tempo que se prosseguiam acordos e parcerias eleitoralmente muito úteis, precisamente no domínio das submissões ao centralismo e aos instrumentos da desregulação neo-liberal, que levaram objectivamente a capacidade de endividamento autárquico de Lagos ao limite actual?

Mas porquê então o silêncio do estimado articulista e dirigente desportivo local perante estas e outras acusações? Porquê a ausência política no apoio ao seu partido durante todo o tempo em que foram sendo propostas soluções alternativas concretas pelas sucessivas vereações, que culminaram no programa eleitoral apresentado e que agora – menos de dois anos depois… – se revelam tão pertinentes?

Sem ser exaustivo e mencionando aqui apenas uma outra proposta – curiosamente, a de avançar com o projecto do “Patinódromo de Lagos” após discussão pública de ideias e ouvidos os agentes desportivos específicos desta área de actividade desportiva – recordo agora apenas os detalhes de uma medida específica, a 55 do programa eleitoral de 2009,  relativa ao descrito «apoio às colectividades culturais, recreativas e desportivas segundo critérios de transparência, igualdade e mérito».

Esta medida incluía expressamente, para além do lançamento de um programa de melhoramento das sedes das colectividades, associações e clubes, elementos operacionais e princípios que hoje são ainda mais pertinentes. A proposta era a de assegurar a todas as colectividades, associações e clubes do nosso concelho uma permanente fiabilidade e transparência no planeamento e controlo das suas contas e actividades, convidando-as a aderirem gradualmente aos serviços de uma Central Municipal específica.

Esta iniciativa teria desde logo permitido ganhar resistência financeira sem perda de operacionalidade das actividades. Ao menos que tivesse sido copiada, como outras. Mas não foi. É que teria assim tido utilidade para todos os clubes e associações que livremente optassem por aderir aos seus serviços, que teriam sido disponibilizados sob a forma de Protocolos subscritos por esta nova Central com profissionais e empresas do nosso concelho, designadamente nas áreas das contabilidades, do planeamento e edição de orçamentos e relatórios de controlo, de uma central de compras para estas estuturas associativas, do apoio jurídico e da programação integrada de actividades e de acções de marketing.

A solução nesta área do Desporto em Lagos era e continua ser a de inovar para assegurar uma transparência e uma segurança efectivas nas actividades e nas contas, defendendo-as e não ignorando-as, tendo em vista uma tripla correlação directa e objectiva: entre as acções desenvolvidas, os resultados conseguidos e os incentivos municipais ao mérito associativo das colectividades e clubes do nosso concelho.

O objectivo que nos une – ou deveria poder unir  – era e é o de dinamizarmos melhor o associativismo e concretizarmos um apoio decisivo a todas as colectividades do concelho sem excepção. Hoje, perante a degradação da realidade, é ainda mais importante que este objectivo seja concretizado nas mais claras condições de igualdade entre todos, independentemente das suas legítimas opções e posicionamentos no âmbito dos seus direitos de cidadania.

Do que vi na última sessão de câmara a que pude assistir, e no caso concreto do ACCD – Andebol Clube Costa d’Oiro, não é o que está a acontecer. E era só o que nos faltava era cairmos em lutas fratricidas na disputa do subsídio e do favoritismo. Também aqui, não pode ser este o caminho.

É que dizer agora que «o que está em causa é conseguir que o Desporto em Lagos seja mais barato» é demasiadamente curto e é por demais tardio, tanto quanto outras constatações e alinhamentos, mais ou menos explícitos. Porquê? Porque todos sabemos que o que está em causa é o fim de um insustentável modelo de promiscuidade manipuladora – com mais do que evidentes interesses eleitoralistas em jogo e que, reconheça-se, não são exclusivo de Lagos, até vêm de longe no tempo e no espaço, mas contêm o mesmo factor de submissão local comum a tantas outras realidades – numa confusão entre o que é público e o que é privado, associativo e cultural, confusão tristemente caracterizada por favoritismo, desigualdade e desconfiança. E de umas já iniludíveis desilusão e desinteresse, ainda crescentes para quem se iludiu, optou por se iludir e se calhar até nem teve escolha… ou lá vai optando por se abster, nessa subversão da democracia de que ninguém fala nem se corrige: uma maioria que perde eleições ganhando sempre, aritmeticamente, um gritante silêncio…

O que o nosso estimado articulista não diz, vá lá saber-se porquê, é que a degradação financeira da CML, implícita no reconhecimento (tardio) da necessidade de um plano de reestruturação financeira não resulta de um fenómeno meteorológico qualquer. Bem…vento não é certamente e, surpresa, até parece professar essa leitura meteorológica da realidade. Mas não é assim, porque há causas e decisões muito concretas e recorrentes na sua origem.

De facto, e por muito que a actual liderança autárquica tente explicar a situação financeira do município, haverá sempre duas realidades complementares entre si que obviamente jamais explicará, porque não têm explicação racional ou, por outras palavras, a explicação racional possível não é compatível com a manutenção política no poder, a saber:

- a opção repetidamente assumida pela cobertura dos custos fixos com proveitos variáveis, que é o erro-base que está na origem do desastre financeiro e das perspectivas financeiras da autarquia, agora forçosamente replicados para as realidades locais privadas que restam (taxas, esplanadas, estacionamentos, água, etc.). E, tudo isto, mesmo contando com a almofada da desorçamentação instrumental feita através da estruturação empresarial municipal que de todos é conhecida.

- o método e as prioridades da construção orçamental, que foi sendo subvertida com a finalidade de manter intocável – e até ampliando – a estrutura de custos fixos tanto quanto a clientelar subsídio-dependência, a coberto da também reiterada decisão de inflacionar de modo irrealístico as previsões de proveitos como modo de cumprir os formais requisitos legais.

Assim, a par da ocultação pública das contas consolidadas do perímetro total do interesse público autárquico – cuja publicação é um imperativo legal – é por isto mesmo que a “evolução na continuidade” politica, no “mais do mesmo”, seja na mesma cor seja noutra, para afinal mudar os olhos mantendo o mesmo olhar e o mesmo tipo de submissões estratégicas e operacionais é já no futuro imediato obviamente insustentável e manifestamente indefensável. Pela simples razão de que é materialmente impossível.

Manda pois a prudência, mas também o ordena o passado de dificuldades históricas e manda também um futuro de liberdade de decisão e de iniciativa, que todos queremos que seja de todos e para todos, que neste momento todos aqueles que pensam Política em Lagos e querem servir os seus Concidadãos tenham bem presente a ainda publicamente desconhecida dimensão do problema a resolver – com a sua fortíssima componente financeira mas também uma não menor mas menos evidente carga política e com contornos sociais que podem ser tremendos se nada de facto mudar muito rapidamente – antes de se abalançarem em quaisquer disponibilidades que, sendo legítimas e até compreensíveis, podem apenas vir ajudar a adiar a resolução estrutural de uma situação potencialmente dramática e que até pode muito bem conduzi-los a, pura e simplesmente, “ficar com o menino nos braços”.

Se tudo o mais não for suficiente, bastará reflectir sobre se já haverá (ou não?) quem o tenha percebido, e até na área política do actual poder absoluto vigente em Lagos…

Resta ainda, no curtíssimo prazo, a questão de sabermos – como bem dizia um autarca algarvio recentemente – para que servirá afinal produzir-se um plano de reestruturação financeira, fazê-lo aprovar nos órgãos autárquicos locais e levá-lo à aprovação do Tribunal de Contas, se depois se vai chegar ao sistema bancário e… não há crédito? Como vai ser então?

Bem, esperemos que esse plano salvífico anunciado para Lagos, embora feito por consultores externos como afinal tantas outras coisas, tenha ao menos a virtude de revelar as bases de partida, ou seja, as contas consolidadas reais dos últimos três exercícios: câmara municipal, empresas municipais e parcerias público-privadas em que a autarquia é accionista. Se assim não for, não vejo como tal plano possa merecer a adesão não apenas das oposições mas dos financeiramente cada vez mais estrangulados e pobres Lacobrigenses. Quiçá, até nem dos próprios funcionários autárquicos…

Por mim, e pela leitura que faço da nossa realidade local, volto a constatar uma vez mais que estamos hoje de novo e finalmente pior colocados perante o mesmíssimo desafio antigo: o de fazermos evoluir o nosso concelho e a nossa sub-região, e para abreviar, da velha Economia da Comissão para uma Economia da Facturação.

Não promovendo processos de intenções, porque os responsáveis pelo resultado que está à vista até o podem ter produzido paradoxalmente com a melhor das boas-vontades e, se calhar, até com prejuízo das suas actividades profissionais de base, como será certo pelo menos num dos casos, o facto é que, na minha perspectiva e em detalhe, trata-se agora e uma vez mais de responder ao mesmíssimo desafio, o saber fazer evoluir uma realidade feita de submissão, de comissão e procuração, da sazonalidade e do subsídio para uma verdadeira economia da facturação real, para conseguir um desenvolvimento equilibrado numa diversidade e financeiramente sustentada e com sazonalidade minimizada.

Sem paternalismos e com base na imparcialidade das decisões políticas públicas. Tanto quanto no estímulo, no incentivo aos empreendedorismos económicos e sócio-culturais existentes ou a acarinhar, evoluindo para uma economia amiga de uma iniciativa privada que conheça transparentemente as regras e os parâmetros estáveis do interesse público local antes de tomar as suas decisões de investimento, mas que definitivamente nunca mais possa sentir em lideranças por definição temporárias – nem apenas as topo nem apenas as internas – um terreno fértil para as torcer à medida dos seus interesses momentâneos e, demasiado frequentemente, por acção ou por omissão, demonstradamente contrários ao interesse público.

É este o desafio com que todos sem excepção estamos confrontados pela realidade, independentemente das suas causas e mesmo que não se concorde com o seu diagnóstico.

Sem mais medos nem paralisias, mas sobretudo com a Confiança de sabermos que só o respeito e a igualdade de tratamento – e não os favoritismos pessoais ou grupais, novos ou velhos, nem os sincretismos mediáticos manipuladores do costume, feitos à medida dos cada vez mais incrédulos Lacobrigenses – serão o ambiente local em que podem florescer rapidamente as melhores soluções do ponto de vista do bem-comum.

Numa expressão, com mais interesse e com maior e mais frequente intervenção por parte de todos os interessados, quaisquer que sejam as suas áreas de actividade e as suas legitimas opções políticas. Porque, antes de mais, todos somos de Lagos.

A falar é que a gente se entende. O silêncio não pode ser mais destes tempos. Ouçam-se os cidadãos que conhecem as matérias, as colectividades, os clubes e as oposições. Porque há soluções. Também para as áreas do Associativismo Sócio-Cultural e do Desporto. Basta querermos! Todos sem excepções nem exclusões. Não com mais retórica politica, como bem disse o Juiz Carlos Moreno, mas com explicações e soluções acessíveis ao cidadão médio, que é quem afinal pagará esta grande factura do despesismo e do descalabro financeiro a que tão infelizmente chegou também a Câmara Municipal de Lagos.

Para que o silêncio dos subsídios não dê lugar ao silêncio dos inocentes… afinal aqueles em nome de quem se faz Política.

José Borba Martins, Lagos

CANDIDATURA À COMISSÃO POLÍTICA CONCELHIA DE LAGOS DO PSD

Em Local, Regional em 13/08/2011 às 9:45 am

Amigos e Companheiros,

Neste dia de Agosto venho transmitir a todos que tomei a decisão de liderar uma lista de candidatos às eleições para a Comissão Política da Secção Concelhia de Lagos do PSD a realizar no início do próximo ano. Não me assusta não ter tropas para além dos que me acompanham nem ter quaisquer sinais quanto a mais esta missão a que me proponho ao serviço do Partido Social Democrata e dos Cidadãos de Lagos. Confio sem reservas no livre arbítrio dos Militantes do meu Partido, que me conhecem bem há muito tempo e estão a par do trabalho que desenvolvi ao longo dos últimos dois anos e meio ao serviço do PSD em Lagos. Proponho-me dar sequência e retomar mais activamente os princípios que estiveram na base do lançamento da candidatura “Vamos Olhar por Lagos”. Quero fazê-lo a partir de 2012 na liderança local do Partido e não apenas como mais um membro de uma equipa de trabalho que, na minha opinião como na de tantos Companheiras e Companheiros infelizmente teve, factualmente e por vários motivos, muito poucos actores e demasiados espectadores na actual comissão política.

Como sabem, colaborei muito activamente e de várias formas na candidatura autárquica de 2009 do nosso Companheiro Nuno Marques. Em 2009, apesar de me estar estatutariamente vedada a possibilidade de integração em qualquer lista, promovi a iniciativa de formar o grupo de reflexão que esteve na origem da candidatura “Vamos Olhar por Lagos”, encabeçada pelo actual líder concelhio Rui Araújo, candidatura que coordenei e ajudei a obter como resultado uma vitória clara nas eleições internas de 6 de Fevereiro de 2010.

Tenho para mim que a ideia de União do Partido é muito importante mas não confundo unidade com unicidade. Todos sabemos que há uniões impossíveis, designadamente quando os limites da lealdade e até os do mero bom-senso são desrespeitados. É por isso que, a bem da clareza de posições políticas e da disponibilização de opções claras aos Militantes de Lagos, considero que o unanimismo não tem razão de ser e tenho para mim que, tal como afirmou Francisco Sá Carneiro, a Política que vale a pena é a de saber estar e romper a tempo, é a de correr os riscos da adesão e da renúncia.

Quero vincar neste momento difícil da nossa vida colectiva que obviamente que nada me move pessoalmente contra qualquer membro da actual comissão política local do Partido, alguns dos quais até poderão vir a integrar a minha lista, que será revelada com o respectivo programa eleitoral no momento que eu entender como mais oportuno. A minha candidatura não tem segundas intenções, não é para ser “o candidato do PSD à Câmara”, mas tenho para mim muito claro que este não é o tempo de ficar quieto e calado perante as consequências das atrocidades políticas e financeiras que levaram a nossa terra ao insustentável e desesperante estado actual, que urge ultrapassar com a maior rapidez possível. A minha decisão é rigorosamente pessoal e totalmente livre de quaisquer pressões internas ou externas.

Decidi assumir a iniciativa desta candidatura em resultado de uma reflexão e leitura políticas pessoais e profundas que vinha fazendo sobre a realidade e a vida do nosso Partido em Lagos, que prossegui a partir do dia seguinte ao da vitória do PSD e de Pedro Passos Coelho nas eleições legislativas, momento em que me declarei por escrito indisponível para continuar a assegurar praticamente em exclusivo e com grande intensidade a comunicação política da CPS do PSD/Lagos.

Concluí irreversivelmente pela necessidade de uma liderança mais dinâmica e mais activa num contexto agravado de grande dificuldade geral que se degrada diariamente. Pude constatar pelos factos mais recentes a impossibilidade de a actual CPS, apesar da evidente bondade das suas intenções e do precioso trabalho realizado ao nível do restauro da sede local, dar uma resposta política cabal e contínua à necessidade urgentíssima de aumentar os níveis de alerta social e os ritmos de trabalho interno para uma intervenção política mais activa, em coordenação e sintonia com os autarcas eleitos do PSD, sem esquecer a complementar e não menos urgente recuperação ao nível dos ritmos de comunicação externa, quer nos media e quer no terreno.

Sei e sinto que posso acreditar na Vitória por acreditar no bom-senso dos eleitores. Para mim, comigo e com a minha equipa, como creio para a maioria dos Militantes do PSD/Lagos, os critérios de serviço público devem ser os do Mérito em ambiente de Liberdade de Expressão e do exercício da frontalidade política com lealdade pessoal, que são os pressupostos de uma dinamização – que tenho há anos como urgente – que faça evoluir os Militantes do PSD, tal como os Cidadãos de Lagos em geral, da letargia expectante, da desilusão – e até do medo de falar – para uma Participação Cívica mais activa por parte de todos, uma participação pela positiva que contribua sem exclusões e com objectividade para o esclarecimento das populações e para a escolha das melhores soluções para os problemas estruturais concretos do nosso concelho.

Comigo não haverá lugares marcados, mas também não vai haver lugar a oportunismos de última hora, que sempre florescem quando “cheira a poder” nas tão cultivadas sementeiras dos secretismos, dos silêncios e das inutilidades públicas que residem no desperdício de tanta preciosa energia em tricas internas, externas e mistas. Na minha perspectiva, os lugares não são senão daqueles que resultem da vontade e da escolha dos Militantes, através do seu voto livre e consciente sendo que, nas próximas eleições internas, é mais importante que nunca que todos o exerçam o seu direito sem esquecer nem as razões pela quais somos Militantes do PSD, nem fazendo tábua rasa da História do nosso Partido e do nosso Concelho. As opções são claras: ou queremos uma acção política activa, consequente, bem coordenada e permanente – a que proponho – ou preferimos as opções dos silêncios ocasionalmente interrompidos no exercício de uma liberdade política que assim se confirmará nos momentos decisivos estar condicionada por promessas pessoais impossíveis ou até, quiçá, a restrições inconfessáveis.»

Quero desde já apelar para que o processo eleitoral interno de 2012 decorra sem quaisquer manipulações externas ao Partido – por acção ou omissão de meios – e formulo votos de que se realize em ambiente de saudável e frontal debate de forma a contribuir para o esclarecimento dos eleitores. É desejável que se concretizem alternativas claras de serviço público partidário sintonizadas com a dramática realidade actual que o concelho vive e que são afinal a razão de ser do PSD em Lagos: a defesa firme dos interesses imateriais e da sustentabilidade do presente e do futuro da Autarquia, defesa essa harmonizada – e não dessintonizada – com a defesa intransigente dos direitos e dos interesses solidários de todos os Cidadãos e das suas Famílias, agindo decisivamente para libertar as actividades económicas e sociais do nosso concelho para o desenvolvimento.
Em saber fazer isto, mais do que com palavras e boas intenções, saber fazê-lo com uma acção política coordenada e com soluções concretas, quantificadas, mesuráveis e inquestionáveis quer do ponto de vista ético, quer da perspectiva da sua utilidade geral e do bem comum, a apresentar oportunamente, estará uma das chaves fundamentais para, depois da recente vitória na Legislativas, materializarmos a próxima vitória do PSD no concelho de Lagos.

Quero assegurar a todos que estarei sempre disponível para trabalhar com lealdade, transparência, rigor e imparcialidade durante pelo menos um mandato embora, de facto, nada obriga a que todos os líderes concelhios façam sempre o número máximo estatutariamente permitido de 3 mandatos. Para o que estou totalmente indisponível é para fazer de conta que se trabalha ou para promover a continuidade dos autismos sociais, das prepotências ou até dos narcisismos deslumbrados que culminam repetidamente em mais inércias políticas e em mais comprometedores e incompreensíveis silêncios internos ou externos que, até podendo ser aparentemente úteis a curto prazo para alguns, são totalmente incompatíveis quer com o agravamento diário das expectativas e da realidade vivida pela quase totalidade das populações do Concelho de Lagos quer com os trabalhos que, claramente ao seu serviço, devem ser postos o mais rapidamente possível em acção.»

Quero terminar esta mensagem dizendo que tenho fundada esperança numa vitória interna clara, para o que peço um Voto de Confiança a todos e cada um dos Militantes do PSD/Lagos.
Da minha parte, acredito que do próximo acto eleitoral interno sairá um PSD mais pronto, unido e forte, com mais instrumentos e mais motivados agentes de mudança para a ligação e dinamização dos diferentes sectores da sociedade civil local, de modo a voltarmos a ganhar a Confiança da maioria dos Cidadãos Eleitores de Lagos nas próximas eleições autárquicas.

Um forte abraço para todas e para todos.

Que vivam o Concelho e as Populações de Lagos !
Viva a Região do Algarve !
Viva o PSD !
Viva Portugal !

José Borba Martins, Lagos

PELA CORAGEM DE UMA DEMISSÃO URGENTE DA CÂMARA MUNICIPAL DE LAGOS !

Em Local, Regional em 08/08/2011 às 2:30 pm

A começar principalmente por quem conseguiu merecer a confiança de quem votou em 3 eleições seguidas, por quem deteve e exerceu o poder local nos últimos 10 anos, estão hoje todos os Cidadãos de Lagos em geral e, desde logo, os seus representantes políticos em particular, confrontados com uma escolha a fazer o mais urgentemente possível:

- ou manter a equipa política e as lideranças que conduziram o nosso concelho ao actual estado de falência social, económica e financeira reconhecendo-lhe as necessárias capacidades para resolver a situação que criaram e que é da sua exclusiva responsabilidade política,

- ou ganhar um tempo decisivo e antecipar a implementação de soluções para o futuro imediato e a médio prazo, ou seja, ganhar dois anos de modo a se formarem alternativas credíveis – equipas com propostas concretas – para conseguir resolver de modo estrutural e sustentado a gravíssima situação criada no concelho de Lagos.

Colocada assim a questão, decerto que uma larguíssima maioria optaria pela segunda opção, seja qual for a sua opção de base, cor político-partidária ou dela diversa.

Estes não são tempos normais, o futuro imediato está aceleradamente a configurar-se como verdadeiramente dramático. Acabou definitivamente o tempo de “esperar para ver” (o que vem lá de cima, o que acontece, etc….) e o tempo de promover mais jogos florais politicamente correctos para, depois e afinal, se vir concluir daqui a dois anos que se deveria ter reagido mais cedo.

Nunca como agora o sentido da expressão “tempo é dinheiro” fez mais sentido. Mas não é só isso, é também Paz e Liberdade, e há informação nesse sentido, até de abundantes fontes históricas. A menos que pretendamos todos emigrar e nunca mais voltar à nossa terra, o que já vai acontecendo com cada vez mais gente, tem que se assumir que nada pode ficar como está se queremos de facto que se tomem as medidas necessárias à defesa objectiva dos interesses locais.

Será porventura politicamente incorrecto dizê-lo em pleno Agosto mas, para quem não preocupa com aparências assim como para todos que sentem e vivem Lagos diariamente, mais do que as revelações privadas e os anúncios públicos das mais inesperadas disponibilidades pessoais para assumir o poder dentro de dois anos ou até essa politicamente falida, desgastada e rameira contagem de tropas, nos partidos mas também fora deles… é aconselhável que todos quantos de facto pensam no bem comum nesta nossa terra e que estão, mais do que preocupados, alarmados com a iniludível desgraça em que caiu o nosso concelho – em que nem 6 semanas por ano de actividade acrescida (?) que conseguem mascarar – é aconselhável, dizia, que despertem para a gravidade desta rara espécie de procrastinação política perante uma realidade tantas vezes negada…

Já não há mais tempo para adiamentos de decisões estruturais harmonizadas com calendários eleitorais!

Façam um favor a vós mesmos: despertem para se encontrarem seriamente as soluções que não podem nem devem ser – e até por definição – exteriores nem compráveis a consultores externos.

Porque ou despertamos todos e somos capazes de tomar as decisões que se impõem por nós próprios muito rapidamente ou serão outros, exteriores à nossa realidade e aos nossos legítimos interesses como comunidade local e sub-regional, que vão tomar essas decisões por nós. E é óbvio que não gostaremos delas. Ou será que é só quando formos todos sem excepção mais umas vitimazinhas locais sem peso nem importância que vamos despertar? Aí será tarde.

É, portanto, muito simples: ou somos capazes e queremos ser donos do nosso destino colectivo local ou serão outros a decidir por nós e nunca mais nos perdoaremos por isso.

Assim, é principalmente muito urgente que todos quantos exercem neste preciso momento cargos políticos em Lagos – de todos os partidos, mas também os Cidadãos e os Empresários que restam – seja activamente, seja através dos seus silêncios (?) mais ou menos (in)voluntários, tomem consciência de que estes não são nem tempos de adiar mais, nem de recuar para a prudência calculista dos seus interesses do momento ou do curto prazo das aparentes promessas que serão impossíveis de concretizar.

Este já não é, e nunca deveria ter sido, o tempo das agendas pessoais de entrada ou de fuga que nada têm a ver com a realidade e os legítimos interesses da cidade e do concelho de Lagos.

Porque também esses, uns e outros – e não somente ao nível político, repito – correm, como todos os demais Cidadãos, o risco literal da devastação pessoal e da penúria financeira se nada mudar rapidamente.

Os que se iludiram desiludam-se: ninguém está a salvo! Não terem disso consciência ou não disporem de informação é outra questão, mas ignorarem tantos alertas já deixou há muito de adjectivação que aqui caiba.

Que a Câmara Municipal de Lagos tenha a coragem de se demitir, ou que a Assembleia Municipal tenha a coragem de o propor e votar! Que se formem candidaturas resolutivas e que sejam realmente disponibilizadas soluções alternativas, de preferência antes das eleições, para que os eleitores possam decidir livremente em eleições antecipadas!

Façamos todos um favor a nós próprios: dentro e fora dos Partidos exijamos com todos os instrumentos ao nosso alcance a demissão dos orgãos autárquicos actuais e a realização de eleições antecipadas em Lagos!

Se tal não acontecer o mais rapidamente possível, os custos associados serão de tal modo incomportáveis – para além do mais serão também obviamente determináveis e públicos – que poderão conduzir o nosso concelho e os Lacobrigenses em geral não a um período de recuperação num prazo razoável de um ou dois mandatos mas a um prazo que pode vir a ser de décadas! Que ninguém se iluda: como se ainda não bastassse, esses custos não serão apenas financeiros…

Que haja a suficiente coragem política e a necessária humildade democrática por parte de quem pode, deve e saberá assumir esta iniciativa num último serviço político público à nossa cidade.

Haja Esperança porque há Soluções! O que já não há é mais Tempo…

José Borba Martins, Lagos

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