
Schopenhauer dizia o que andamos a ver relembrado por muita gente nestes tempos únicos. Dizia ele que a toda a Verdade passa por três fases: Começa por ser ridicularizada, passa a ser violentamente atacada antes de ser aceite como evidente.
Na sequência dos dois posts anteriores acerca da 1ª Grande Depressão Global, ou a 1ª Depressão do séc. XXI, que tantos aqui onde a Terra acaba e o Mar começa ainda insistem já não em negar, mas a lidar com o facto como se de um fenómeno aleatório ou meteorológico se tratasse, e dispondo eu de não mais do que a informação a que qualquer Cidadão pode aceder via internet, venho humildemente chamar a atenção de TODOS, onde se devem urgentemente incluir aqueles que têm responsabilidades objectivas pela gestão política de Portugal, de alto a baixo e da “esquerda” à “direita”, para o facto de estarmos a atingir o Ponto Inicial do Absurdo ou a Barreira do Impossível, as designações que Martin Weiss, um reputado analista norte-americano, utilizou num webinar há menos de 48 horas. Não é o primeiro a pronunciar-se contra a corrente de um estranho optimismo segundo o qual “isto vai passar”, “tudo voltará a ser como dantes” ou que “dentro de um ano ou dois isto melhora, basta esperar e ter paciência”, etc.
O intuito desta linhas é o de facultar reflexões sobre este tipo de informação, irrefutável, credível e de difusão urgente, que a quase totalidade da comunicação social portuguesa, com raríssimas excepções, vem omitindo ou tarda em transmitir.
Estranhamente parece preferir-se, em vez desse trabalho imperativo e sob o pretexto da comemoração de efemérides importantes, andar a pedir aos vilipendiados Cidadãos de Portugal para darem o seu contributo apenas folclórico e aparentemente participativo para a melhoria da qualidade desta “nossa” democracia…
Quem pode acreditar que uma mesma pessoa ou grupo de pessoas pode à tarde opôr-se ao que faz de manhã?
Haja Seriedade e Vergonha. Porque é tarde para mais uma encenação “genial” !!!
E tudo isto para quê? Para avalizar uma vez mais a continuidade nos vários poderes daqueles que “sabiamente” quiseram e souberam voluntariamente posicionar-se nos lugares que, ainda e apenas há semanas, pensavam serem impossíveis de ser postos em causa pelos excepcionais acontecimentos que assistimos? Não! Não é este, definitiva e evidentemente, o caminho da Verdade e da Acção que interessa é generalidade dos Portugueses.
Então afinal, meus senhores, para que é que têm sido pagos e o que têm andado a fazer de facto os Políticos, os Gestores Públicos e toda a Corte que os acompanha? Para pensar e agir no interesse geral de Portugal ou para andarem a perder tempo com questiúnculas, enredos e mascaradas suicidárias fatais, acompanhadas de um extensíssimo rol de tomadas de decisão/omissão demonstradamente irresponsáveis e gravíssimas para a Democracia Portuguesa e para, pasme-se, ainda por cima e como se tudo isso não bastasse, virem agora pedir Ideias e Participação aos pobres dos Portugueses que somos todos nós afinal? Ou seja, justamente a quem, com paciência china – certamente por influência dos 5000 PdV chineses já existentes - não só lhes vem pagando, como ainda em nome de quem estes figurões de pacotilha e vácuo altruísta pretendem exercer cargos públicos? Homessa, que grande calinada! Cada vez que vejo esse bem feito mas triste anúncio televisivo fico sem palavras… Mas adiante, que se faz tarde.
O ritmo da evolução negativa da economia portuguesa, europeia e mundial é avassalador, mas continuamos a testar gaps temporais inadmissíveis no fornecimento de dados objectivos, que apenas são facultados a conta-gotas ou em alguns artigos de opinião, exceptuando-se ainda alguns “malditos” e raros blogs nacionais. Ainda há poucos dias foi o défice final de Dezembro de 2008, corrigido face ao anunciado anteriormente como bem sucedido, face às circunstâncias… Em Abril 2009, mais de 3 meses depois??? Esta é mais uma estúpida realidade que nos condiciona, que vem atravessando todos os governos e que os excepcionais tempos que vivemos apenas vêm de novo reforçadamente evidenciar.
Não são as causas directas e indirectas desta “crise”, mais ou menos recentes que nos devem preocupar no presente, para além das lições que elas fornecem. Muito menos entrar em debates inúteis, que apenas consomem Tempo e Energia.
Assisti, e não fui o único a fazê-lo com muita atenção, ao webinar de M. Weiss, que está a alertar não apenas toda a população dos Estados Unidos como a de todo o planeta para a realidade actual, para as opções políticas erradas que estão a ser seguidas e que conduzirão a Humanidade para longos anos – senão décadas – de Declínio Global.
A quase totalidade da informação incluída neste post tem como fonte aquele evento de Martin Weiss, a quem saúdo e agradeço em meu nome e em nome de todos quantos os que destas informações e links possam extrair os apropriados posicionamentos pessoais, empresariais ou políticos conscientes e pró-activos em defesa dos seus patrimónios, tangíveis ou intangíveis, sejam eles a inestimável Liberdade, o Emprego, os Rendimentos e todo e qualquer tipo de Direitos Pessoais e Sociais que estão, de facto e já hoje, ameaçados como nunca antes na História da Civilização.
Ninguém tem seguro contra os riscos com que a Humanidade está confrontada já hoje. Portugal não é excepção. Nem mais nem menos.
O que é válido para os USA é por demais claramente aplicável à Europa e a Portugal. Obviamente, e ainda em maior escala no caso do nosso país, dadas as enormes diferenças estruturais existentes: competitividade e estruturação económica, moeda, heterogeneidade sócio-fiscal, etc.
O que está a acontecer nos mercados financeiros é uma tremenda armadilha. Na Depressão dos anos 30 do século passado sucedeu o mesmo, com vagas ilusórias de valorizações de 30%, 48%, 20% nas 3 primeiras vagas…
O Desemprego ainda está a crescer e a crescer cada vez mais rapidamente do que numa recessão típica…
As Falências estão em crescimento.
O Crédito Bancário está verdadeiramente assustador.
Três organizações mundiais, o FMI-Fundo Monetário Internacional, o BM-Banco Mundial e OCDE-Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Económico, estão unanimemente a prever que nos próximos meses e durante todo o ano de 2009 todos testemunharemos
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O PRIMEIRO DECLÍNIO MUNDIAL
DESDE A GRANDE DEPRESSÃO !!!
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E estão a prever ainda maiores declínios, precisamente nas mesma área de actividade que fez com que a Depressão de 1930 fosse tão severa: O COMÉRCIO MUNDIAL. É como cair de um penhasco abaixo….
Não interessa a frequência com que os rallyes do mercado financeiro possam suceder, nem como os países do G-20 estimulem ou não estimulem as suas economias, nem os abanões positivos que possam ocorrer num ou noutro sector de actividade, o que interessa perceber é que
O DECLÍNIO GLOBAL
É O CONTEXTO FUTURO IMEDIATO
que se apresenta para qualquer continente do planeta, com excepção da Antárctida…
Toda a gente parece já ter percebido que seriam necessários muitíssimos estímulos para dar a volta a este monstro que é o declínio económico global. Seria necessário muito mais do que qualquer governo do mundo poderia suportar. Não vale a pena iludir ou açucarar a questão, temos que ser perfeitamente claros:
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NESTE PRECISO MOMENTO,
A ECONOMIA MUNDIAL ESTÁ A DESLIZAR
PARA A 1ª GRANDE DEPRESSÃO DO SÉC. XXI !!!
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E esta Depressão está já a trazer grandes cortes: na produção industrial, severos declínios em resultados de grandes grupos, desemprego massivo, perdas de casas e falências, ou seja, já está em curso
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O MAIOR CICLO VICIOSO DE TODOS OS TEMPOS:
O COLAPSO DO CRÉDITO !
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Que ninguém tenha dúvidas, estamos todos na maior encruzilhada das nossas vidas e temos que escolher o caminho certo. Esta escolha não é acerca de nós, da nossa geração, é sobre os nossos filhos e os filhos dos nossos filhos.
Se fizermos a escolha acertada, poderemos providenciar melhores tempos para eles. Ou, alternativamente, poderemos ir continuando o declínio do endividamento tornando muito mais difícil a vida de não uma, mas várias gerações futuras.
EXISTEM APENAS DOIS CAMINHOS OU TENDÊNCIAS POSSÍVEIS A PARTIR DO CRUZAMENTO PRESENTE EM QUE TODOS NOS ENCONTRAMOS (PERMANECEREMOS, EM PORTUGAL, PARADOS, QUIETOS E CALADOS À ESPERA QUE OS TEMPOS MUDEM ?):
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1) DEPRESSÃO ECONÓMICA COM DEFLAÇÃO
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O primeiro dos caminhos conduz à Depressão Económica com Deflação, com algumas similaridades com a Depressão de 1930. Não vale a pena “doirar a pílula”, serão tempos duros e traumatizantes. Vêm com uma reacção em cadeia de falências de empresas e grupos económicos, não apenas dos que já estão a ser intervencionados, mas também de mais bancos, seguradoras, construtores automóveis, etc.
Re(começará) nos mercados financeiros com novo pânico financeiro em Wall Street e vai por aí fora até se atingirem níveis de desemprego record até 25% da população activa (15,6% hoje nos Usa), até se atingirem níveis de redução da produção industrial de 50% da capacidade instalada (o que já começou a acontecer globalmente), até ao dramático e muito doloroso aumento da população sem abrigo (10 grandes cidades americanas estão já nesta tendência…).
Neste cenário a previsão para os mercados accionistas cotados é de uma redução de 90% (tal como em 1930, também pode acontecer agora).
Mas este cenário contém, por incrível que possa parecer, alguns benefícios.
Podem ocorrer tempestades financeiras, podem ter que ser feitas ajudas extraordinárias para salvar posições estratégicas, pessoais, de cidades inteiras ou de empresas organicamente rentáveis, mas essas medidas terão carácter de emergência em qualquer que seja o cenário, neste caminho ou no outro. No caso concreto das Reformas, Pensões e dos Planos que cada Pessoa ou Família terão previsto, a realidade é que igualmente não será necessário o mesmo montante que seria na realidade passada, que já não existe, e que era de inflação controlada, permanente e contínua.
A realidade, neste novo cenário de Depressão com Deflação é que será apenas necessário sensivelmente metade do anteriormente previsto. Desde que não se perca mais rendimento do que já se perdeu até este momento.
De facto, a maioria das pessoas – e dos políticos – ainda não pensa assim, pela simples razão de que não passaram por nenhum período deflaccionista nas suas vidas. Mas este é um benefício significativo que decorre deste cenário, o de preços a cair. Em deflação as casas ficam mais baratas, as despesas com educação ficam mais baratas, um depósito de gasolina ou gasóleo fica mais fácil de encher. Graças à deflação as pessoas passam a querer trabalhar mais por menos. Não é ironia, é mesmo assim. As moedas continuarão fortes e a competitividade das economias não será comprometida, os bancos centrais poderão continuar a recorrer a crédito externo em função das necessidades para as operações correntes e as formas de governo democráticas não serão comprometidas. Tudo isto com ~25% de desemprego, mas com ~75% da população activa ainda a trabalhar, a receber em moeda estável e a poder comprar mais mês após mês (e não menos, como acontece com inflação). O que é válido para os USA e também para a Europa.
O problema é que os governos e dos fazedores de políticas parece não gostarem de Deflação, preferem Inflação, é algo com que se habituaram a viver e toleram. Não tem a mesma conotação de Mal, um ‘frame’ que associam à Deflação.
Esperemos até que tomem consciência do ‘CENÁRIO NEGRO DA INFLAÇÃO‘, que é o da
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2) DEPRESSÃO COM HIPER-INFLAÇÃO
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Este é o 2º dos caminhos que se nos apresentam no cruzamento em que nos encontramos. Este ‘cenário negro de Inflação’ não é o cenário da inflação “normal” que conhecemos do passado recente. É uma inflacção on the run, descontrolada, a que se acrescentará a maior parte das características da Depressão identificadas parcialmente no anterior caminho.
Na sua forma mais extrema, conduzirá a uma realidade similar à que a Alemanha sofreu nos anos 20 do sec.XX.
Foi quando o governo decidiu imprimir dinheiro sem quaisquer restrições, quando o dinheiro chegou a ser mais barato do que o papel de parede, o tempo que os selos do correio tinham como o valor 1 milhão de marcos, em que as pessoas iam às compras com sacos carregados de notas sem valor, no tempo em que 3 triliões de marcos (esc. curta) compravam 1 dólar…
O resultado foi caos político e social, a eleição de A. Hitler, a 2ª Guerra Mundial… Estes são os factos históricos. Será algo de semelhante possível de acontecer no contexto actual? Ninguém quer que aconteça, e quase ninguém acredita que tal venha a acontecer nos USA ou na Europa, dadas as infra-estruturas de produção instaladas, da industrial à agro-alimentar mas, como se sabe, o que nós queremos e o que nós pensamos não é sempre igual ao resultado que obtemos… todos sabemos isso do nosso dia-a-dia ! E em Portugal como será?
De facto, neste momento, existe já muita gente respeitável nos USA não só a falar em caos social como até a prevê-lo. Serão loucos? M. Weiss não os qualifica assim, vai dizendo que lhes será provado que estão simplesmente enganados…
Apesar de, neste preciso momento e numa dezena de cidades dos USA, existirem migrações significativas de Famílias que perderam as suas casas e passaram a viver em tendas nos descampados dos subúrbios. Já se chama a este fenómeno o “Katrina Financeiro”…
Mas a verdade é que M. Weiss também diz isso apenas para o caso norte-americano, dada a infra-estrutura de que o país dispõe. Poderá dizer-se o mesmo quanto a Portugal e a outros países da Europa ou do Resto do Mundo que não disponham da mesma capacidade de produção interna, para além de outros diferenciais vs. outras características positivas da dinâmica económica americana?
Por outro lado há imensa gente que ainda pensa que pode beneficiar da Inflação. Isso pode ser válido para algumas pessoas em alguns sectores de actividade, em estádios iniciais do processo inflaccionista. Têm a impressão de que ficam mais ricos, por vezes até ficam, têm a impressão de que os créditos ficam mais fáceis de pagar, por vezes até podem ficar, as autoridades governativas pensam que com inflação podem aliviar a dor da Depressão, e até podem por vezes consegui-lo. Mas, no final, tudo isso não funciona. É apenas aparente. Por cá, até já tivémos um Ministro das Finanças que chamava à inflação “um imposto escondido” recordam-se?
A maioria das pessoas aperceber-se-à rapidamente de que a Inflação é apenas uma espécie de placebo, que a prosperidade é uma fantasia temporária, uma miragem… E, o que é mais importante, este cenário traz com ele todas as mesmas consequências negativas que a Deflacção, mas sem os efeitos positivos desta.
O perigo de Depressão com Inflacção – o pior de todos os males - é vir trazer toda uma série de implicações adicionais potencialmente fatais tanto para os USA/USD como para a EUROPA e para o EURO tal como os conhecemos. Porquê?
- porque arrastará a crise para uma duração mais longa no tempo.
- porque drenará os preciosos recursos do país afunilando-os para apoiar algumas das grandes empresas mais enfraquecidas e menos produtivas.
- porque vai corroer o valor do dinheiro e destruir os incentivos aos esforços colectivos. As pessoas serão induzidas a sentir e pensar uma coisa muito simples: para quê trabalhar mais se o dinheiro que ganho pelo meu trabalho vale cada vez menos ?…
- porque a Economia ficará como que congelada.
- porque retalhistas alimentares e de outro tipo de negócios de bens tangíveis não poderão stockar mercadorias dado que os preços serão cada vez mais voláteis.
- porque no caso extremo, o dinheiro poderá deixar de ter valor, como no caso alemão dos anos da década de 1920. Aliás, como no Zimbabwe hoje…
- porque, no caso USA os 75% da população activa que ainda terão emprego, “abanados” pela escalada de preços, diminuirão os seus níveis de produtividade. Será diferente na Europa? E em Portugal?
Neste cenário, pior do que se sofrer a dôr causada pela Depressão, mas sem os benefícios da Deflação, pior que isso, como se não bastasse, será infligir dôr àqueles que possam ser poupados à Crise, ou seja, no caso americano, aos 75% da população activa que terão ainda emprego.
Neste Cenário Negro de Depressão com Hiper-Inflação (ou inflação galopante, descontrolada), quando comparado com o cenário de Depressão com Deflação teremos que:
- em vez de um dólar (euro) forte existirá um dólar (euro) deslizante e fraco,
- em vez de mais competitivos os USA (a Europa) será ainda menos competitivo/a do que hoje é,
- as despesas com educação e com combustíveis serão quase impossíveis de suportar,
- não haverá partilha de sacrifícios e a situação social poderá dirigir-se para revoltas e protestos massivos, porque não haverá moeda forte para proteger os Cidadãos,
- em vez de um governo democrático que ajude os Cidadãos penalizados com a Depressão poderão assistir-se a fenómenos de “Shaker-Democracy” que poderão ir de hipo-reacção até à hiper-reacção do tipo “punição das vítimas” – como aliás já aconteceu há dias nos USA – assim como a derivas de facto anti-democráticas e extremamente injustas face à realidade.
Uma ideia-chave: mesmo aqueles que possam sobreviver financeiramente aos anos iniciais da Depressão, serão inelutavelmente devastados mais tarde ou mais cedo.
Estes são os dados. Os caminhos “a escolher” são apenas dois, mas sempre com a Depressão como macro-contexto de fundo:
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1) DEPRESSÃO COM DEFLAÇÃO
ou
2) DEPRESSÃO COM HIPER-INFLAÇÃO
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E as questões-chave associadas são, evidentemente, as seguintes:
a) Quanto tempo vai durar a Depressão?
b) Vai ser curta, ou vão os governos, em função do bombear de “ajudas” financeiras, assegurar a duração da Depressão por muito mais tempo?
c) A Depressão será seguida por uma forte recuperação (que é o melhor cenário) ou a emissão/impressão acelerada de moeda implicará anos ou até décadas de declínio? Não poderemos fazer nada?
Esta é uma escolha monumental que temos que fazer imediatamente. Todos e cada um de nós, os que vivemos neste tempo da Primeira Depressão Mundial do séc. XXI, fomos convocados pela História para fazer essa escolha neste momento.
Este é o tempo e todos nós somos aqueles para os quais os nossos descendentes olharão e, das duas uma: ou nos louvarão pela nossa prudente capacidade de previsão ou nos crucificarão pela nossa cegueira e crueldade.
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NESTE PRECISO MOMENTO OS GOVERNOS
ESTÃO A FAZER AS ESCOLHAS
MAIS INSENSATAS,
MAIS EGOÍSTAS
E DE
MAIS ALTO RISCO
DA HISTÓRIA DA CIVILIZAÇÃO !!!
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No seu zelo para evitar o inevitável ciclo de depressão, os Estados Unidos, o Reino Unido e agora muitas das nações G-20 (acompanhadas pelos seus seguidores cegos ou oportunistas por motivos de subsistência política pessoal ou grupal inconsciente) estão a conduzir-nos para o padrão da destruição.
A Reserva Federal abandonou o seu papel tradicional de controlo da inflação e está, actualmente, a utilizar o seu máximo nível endividamento possível para… CRIAR INFLAÇÃO !
O Tesouro americano abandonou qualquer semelhança de restrição de risco e está agora fora de controlo. Refugiar-se-à J.C.Trichet no mandato restrito que tem, no âmbito do estatuto actual do BCE, para assistir como espectador desta excepcional realidade? Ou, pior, verá ser-lhe imposta pelas circunstâncias uma estratégia meramente seguidista em relação à norte-americana? Quem tem e quem está de jure e de facto a exercer o controlo democrático do BCE em nome dos Cidadãos da Europa? Existem gaps operacionais também aqui? Quem pode dar hoje essa informação? O constrangimento e os conteúdos implícitos recorrentes das declarações de J. C. Trichet parecem ser esclarecedores.
Nos USA, o Défice explodiu literalmente para valores 4 vezes superiores ao do pior défice em apenas 12 meses…
Nos USA, só nos últimos 18 meses foram investidos, emprestados, garantidos ou e alocados pela Reserva Federal 14 triliões de dólares (em escala curta, 14*10^12=14.000.000.000.000 Usd).
Mais do que o PIB total, mais do que o Défice total acumulado em mais de dois séculos, é dinheiro que os USA não têm.
É dinheiro que não é possível pedir emprestado sem consequências enormes.
E é dinheiro em papel-moeda que já começou a ser impresso: 14 triliões de Usd até este momento.
Pela primeira vez na História Americana a Reserva Federal está a utilizar a sua capacidade de impressão de papel-moeda com o propósito de concretizar os corporate bailouts (ajudas de emergência a grandes empresas). Isto nunca funcionou no passado e nunca funcionará no actual contexto. Por isso, teremos todos de encontrar e assumir a escolha certa no tal cruzamento ou bifurcação neste caminho terrível em que estamos a ser conduzidos.
Será demasiado tarde? Martin Weiss pensa ainda que não. Mas pensemos em todo o mal que esta operação de impressão de mais papel-moeda pode fazer. E a seguir pensemos quanto de bom apenas uma pequena fracção desse dinheiro pode fazer às pessoas que estão a ser atingidas por esta crise. Se a taxa de desemprego atingir os 10%, tal como a Administração Obama está a dizer que pode acontecer, isso quer dizer que 16 milhões de famílias passarão a não ter rendimentos. Os números são desconcertantes.
Pode ser um exercício teórico, mas se considerássemos os tais 14 triliões de dólares para, em vez de se fazerem os salvíficos bailouts a bancos culposos, corretores, companhias de seguros e construtores automóveis, serem utilizados esses meios para ajudar os desempregados, pois bem, isso representaria um cheque de 3,5 milhões de Usd para cada família atingida pelo desemprego…
Está a ser argumentado que o dinheiro para os bailouts está a ser bem empregue para salvar bancos e mercados financeiros, mas isso é absolutamente falso. Tanto nos USA como na Europa. Ou em Portugal !
E acredita-se que quem toma essas decisões sabe perfeitamente que é falso. Porque sabem que não se pode voltar com o relógio atrás e inverter os excessos do passado, o endividamento e a especulação que causaram esta crise. Porque sabem que não se pode repelir a Lei da Gravidade. Ou pedir aos investidores que parem de vender, ou impedir que os preços das acções ou do imobilário parem de descer. Os decisores sabem disto!
Mas afinal para onde estamos a ser conduzidos por esta situação? M. Weiss opina que estamos a ser conduzidos para o que chama de
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PONTO INICIAL DO ABSURDO
ou
BARREIRA DO IMPOSSÍVEL
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É o ponto no tempo em que o custo óbvio dos bailouts se torna maior do que os benefícios ilusórios desses bailouts. Ou seja, quando a cura é pior que a doença, quando a cura causa doença. Se a doença é o vício do endividamento – todos sabemos isso – como podem agora estar a dizer-nos que a solução para reconquistar o bem-estar é uma nova injecção ainda maior de endividamento? Responda quem tem a obrigação de o fazer, os Políticos investidos e depositários do mandato de que tem o Poder original em Democracia: os Cidadãos. Porque, desta vez, esse endividamento representa mais Dívida Pública…
Na prática o que isto significa é que o próximo “tiro e queda” será a maior e a mais importante de todas: acontecerá nos Títulos do Tesouro (Government Bonds). Só nos USA?
Sem mais demoras, e não serão grandes novidades para muitos, aqui vão as que estão a ser apontadas como medidas urgentes para a generalidade dos Cidadãos, Empresas e demais Organizações com ou sem fins lucrativos. Por imperativo de sobrevivência:
- parar para pensar e reflectir seriamente;
- reduzir ao mínimo e controlar efectivamente todos os custos fixos;
- racionalizar gastos, cortando todos os gastos supérfluos, não essenciais à actividade, o que não pode ser sinónimo de fazer cortes cegos onde parece mais fácil fazê-lo: nos custos com mão d’obra ou salários;
- declarar “guerra às dívidas bancárias”, ou seja, reduzir ao mínimo, ou eliminar se possível, todos os créditos existentes, implementando uma estratégia constante de alívio de dividas, nomeadamente utilizando o resultado da racionalização e cortes em custos para redução desses créditos bancários;
- para quem tem aplicações, reseleccionar esses activos minimizando o seu risco e redireccionando-os por aconselhamento objectivo, especializado, credível e, de preferência, independente, i.e. não-directamente interessado.
De resto, é seguir os links que são disponibilizados neste e nos posts anteriores, analisando tudo o que possa contribuir para a racionalidade destas medidas urgentes num tempo que todos já terão percebido que é de forte irracionalidade e imprevisibilidade.
Esperemos que a VERDADE sobre a 1ª Depressão Global seja reconhecida rapidamente como evidente em Portugal e que quem de facto pode fazê-lo que trate de QUERER providenciar as DECISÕES e as ACÇÕES DE EMERGÊNCIA NACIONAL necessárias pelas quais uma larguíssima maioria de Portugueses crescentemente anseia, embora não saiba, não possa ou ainda não queira formulá-las .
Pede-se CORAGEM PARA MUDAR A ROTA surrealista em que todos nos vemos forçados a navegar, com TRANSPARÊNCIA, HONESTIDADE, VERDADE e com HUMILDADE DEMOCRÁTICA sinceras.
Que se tenha a Consciência de que cada euro de ajudas financeiras “salvíficas” ou de investimentos surrealistas irresponsáveis representa não 1 mas 2 euros de Injustiça Social diferencial: 1€ para premiar os Culposos mais/menos 1€ para castigar as Vítimas das actividades culposas, sejam elas quais forem e de onde vierem.
Ficou claro? É que será esta mais uma raiz – quiçá a mais importante e definitiva – de um Crime Político continuado de que, mais tarde ou mais cedo e imprevisivelmente, serão pedidas responsabilidades. Por acção e por omissão.
A menos que desapareçam todos os registos das continuadas Impunidades…
Por quem fomos, somos e seremos sempre: PORTUGAL !!!
Boa Páscoa…
José Borba Martins, Lagos
p.s. O livro lançado por Martin Weiss alcançou em dois dias apenas o Top de vendas no Amazon.com com a totalidade das receitas destinadas a apoio social de emergência.
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Links para mais informação:
Quem é Martin Weiss?
MartinWeiss.com
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